Aparecido aposta na pressão popular para acelerar o fim da escala 6/1

Com a demora do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP) para definir os rumos da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC-221/2019) que trata do fim da escala 6/1 e da redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais, o vereador ferrazense José Aparecido Nascimento (PT), o Aparecido Marabraz, acredita que é muito importante a pressão da sociedade para forçar o político a dá celeridade ao processo. Para ele, o clamor popular é uma arma poderosa para convencer o senador a colocar para apreciar logo o texto.

Afinal de contas, a matéria foi aprovada em dois turnos, com mais de 460 votos dos 513 deputados federais em 27 de maio e, portanto, de acordo com o petista, essa votação expressiva é fruto da pressão da população em geral, sobretudo, por meio das redes sociais. Por isso, Aparecido Marabraz (foto) aposta na continuação dessa mobilização para emparedar o Senado Federal e, ao mesmo tempo, conquistar o fim da escala 6/1 e da redução da jornada de trabalho que impacta, diretamente, mais de 14 milhões de trabalhadores. O petista é o autor da moção de apoio nº0070/2026.

Na prática, o senador Davi Alcolumbre precisa despachar a proposta para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo colega Otto Alencar (PSD-BA). O governo, por sua vez, também tem se articulado para apressar o ritmo da apreciação da PEC-221/2019, porém, sem sucesso até a presente data. Convém ressaltar que o Palácio do Planalto luta para que o texto seja votado em dois turnos pelos senadores até julho, ou seja, antes do início do recesso parlamentar, contudo, diante do silêncio do presidente do Senado Federal essa expectativa poderá ser frustrada.

Para Aparecido Marabraz, essa preocupação política aumenta ainda mais com a forte lobby de entidades empresariais contra a medida, como, por exemplo, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Aliás, setores patronais brasileiros divulgaram um manifesto favorável à chamada “PEC do Trabalho Flexível” apresentada pelo líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN). Por essa iniciativa, o trabalhador seria contratado por horas e, neste caso, receberia um salário proporcional, o que não ocorre com o fim da escala 6/1. “Na verdade, o fim da escala 6/1 e da redução da jornada de trabalho são conquistas do povo brasileiro”, finalizou.

Por Pedro Ferreira, em 10/06/2026.