Arquidiocese de Mogi lança a Campanha da Fraternidade 2026 em Ferraz

A Arquidiocese de Mogi das Cruzes lançou a Campanha da Fraternidade 2026 em Ferraz, na sexta-feira, dia 27, na Câmara Municipal, na Vila Romanopolis. A sessão solene reuniu o bispo diocesano D. Pedro Luiz Stringhini (centro), o vereador ferrazense Claudio Ramos Moreira (PT), o secretário municipal de Desenvolvimento Habitacional, Relações Comunitárias e Favelas, Carlos Alexandre, a coordenadora da Central de Movimentos Populares (CMP), Maria Aparecida de Matos, a Cida Mattos, o padre Nildo, da Paróquia do Tanquinho, entre outras autoridades.

Promovida, anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), este ano, a instituição católica escolheu como tema “Fraternidade e Moradia”, com o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). Na prática, a campanha enfatiza o direito à moradia digna e, ao mesmo tempo, faz um alerta sobre o enfrentamento ao déficit habitacional no país. Enfim, combater a falta de moradia e a precariedade das condições de habitação em geral. O público ferrazense (foto) compareceu em peso à sessão solene.

Para Cida Mattos, as autoridades públicas precisam pensar na criação de políticas públicas para o setor habitacional. A ativista também integra à Central Pró-Moradia Suzanense (Cemos). Já a ex-moradora da Vila São Paulo, em Ferraz de Vasconcelos e, hoje, residente em uma unidade da Companhia Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU), em Mogi das Cruzes, dona Neuza (foto) afirmou que a campanha favorável à moradia faz todo à diferença.

Claudio Ramos, por sua vez, destacou que o cidadão não pode perder nunca a sua capacidade de indignação por conta da falta de moradia no país. Por isso, o petista defendeu a pressão popular para avançar no enfrentamento ao déficit habitacional brasileiro. O parlamentar acrescentou que apenas Ferraz de Vasconcelos possui uma demanda de 17 mil casas e, portanto, mais de 13 mil famílias vivem sem moradias. Por outro lado, Claudio Ramos reconheceu melhorias na regularização fundiária na cidade.

O secretário municipal de Desenvolvimento Habitacional, Relações Comunitárias e Favelas, Carlos Alexandre informou que a cidade busca alternativas para reduzir o déficit habitacional. Para tanto, tenta parceiros como, por exemplo, os governos estadual e federal. D. Pedro Stringhini disse que a sociedade, o poder público e as igrejas formam um verdadeiro tripé em prol da moradia no país. O bispo alertou que o Brasil tem uma carência de seis milhões de casas e 26 milhões de pessoas moram sem estrutura básica.

Por Pedro Ferreira, em 30/03/2026.