Squizato exige explicação para interdição total da Praça dos Trabalhadores

Embargada desde 2013, pela gestão anterior e interditada por completo pela atual logo nos primeiros meses de 2017 para evitar acidentes, a obra abandonada do centro de convenções na antiga Praça dos Trabalhadores (foto), em Ferraz de Vasconcelos, continua gerando reclamações de um modo geral. A última ocorreu na sessão ordinária, na segunda-feira, dia 18. Na ocasião, a Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, um requerimento cobrando explicação do Poder Executivo sobre o assunto.

Nele, o vereador Claudio Roberto Squizato (PSB) questiona a municipalidade se existe, de fato, uma determinação judicial obrigando o embargo total da praça ou se a medida adotada pelo governo municipal abrange somente o prédio inacabado. Ainda, de acordo com o documento, em caso positivo, o parlamentar pede que seja encaminhada uma cópia da respectiva decisão judicial devidamente assinada pela autoridade competente. Por conta de viáveis irregularidades, o caso tramita na Justiça Federal, em Guarulhos.

Para Claudio Squizato (foto), além de simbolizar o desperdício de dinheiro público, calcula-se um custo de R$5 milhões, o “elefante branco” que se transformou o centro de convenções também acabou prejudicando toda a área territorial do seu entorno medindo em torno de 11 mil metros quadrados, a partir do instante em que a Prefeitura Municipal resolveu fechar totalmente aquele espaço público que até então era bastante frequentado por jovens, adultos e, sobretudo, por crianças.  “Enfim, o Poder Executivo terminou com o único lugar de lazer e cultura na região central da cidade”, critica Squizato. Enquanto isso, os brinquedos e os equipamentos de duas academias ao ar livre estão sendo depreciados.

Iniciada na segunda gestão do então prefeito, Jorge Abissamra (PSB), o Dr. Jorge, a obra abandonada fora financiada com recursos da Caixa Econômica Federal (CEF). No começo, a empresa FIG Incorporadora e Construtora ganhou o processo licitatório tendo inclusive edificado boa parte do serviço, porém, a firma foi substituída depois por decisão do Dr. Jorge. Apesar do litígio, procurada, em 2018, a FIG demonstrou interesse em concluir os serviços. Para tanto, depende do fechamento de um acordo com a Justiça Federal. O vereador Claudio Ramos Moreira (PT) também assina o requerimento.

Em consequência dessa negociação, no próximo dia 12 de março, um perito da própria Justiça Federal vai vistoriar o prédio e o resultado do laudo poderá ser decisivo para a retomada ou não da obra. Na hipótese de o profissional condenar a construção, a Prefeitura Municipal fatalmente será obrigada a devolver o dinheiro aos cofres da União. Por isso, as autoridades políticas locais trabalham para que aconteça tudo certo e, com isso, o centro de convenções seja concluído. Além da Justiça Federal, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) também investiga o episódio.

Por Pedro Ferreira, em 19/02/2019.