Revoltado, Squizato lamenta a morte brutal de cachorro comunitário em Poá

Como defensor atuante da causa animal, o vereador Claudio Roberto Squizato (PL), lamentou profundamente a crueldade praticada contra um cachorro comunitário que morreu carbonizado, após ter a sua casinha incendiada de propósito na Praça Dona Santa, próxima ao tradicional Esporte Clube Concórdia em Poá. O crime aconteceu na manhã de segunda-feira, dia 21. O desabafo ocorreu na sessão ordinária, na terça-feira, dia 22.

Para ele (foto), o assassinato criminoso do animal indefeso merece a repulsa de toda a sociedade. Afinal de contas, quem cometeu o ato repugnante não tem a mínima compaixão com qualquer ser vivo. “Sujeito sem coração”, criticou Claudio Squizato.  Além dele, ativistas e moradores da região querem a punição do culpado por maus-tratos. O crime está sendo investigado pela polícia civil de Poá.

Segundo a polícia judiciária, um suspeito indiciado afirmou que saiu da balada, parou para dormir na Praça Dona Santa e para se esquentar decidiu atear fogo em uma casa de cachorro. No distrito policial, o acusado acrescentou ainda que, por estar bêbado, não sabia que o cachorro se encontrava dentro da casinha e que só acordou quando foi acionado pela Polícia Militar. O sujeito responde o inquérito em liberdade.

De acordo com moradores ouvidos pelo portal de notícias G1, da TV Diário, o cachorro “comunitário”, isto é, que era cuidado coletivamente pela comunidade no entorno da Praça Dona Santa ganhou a casinha recentemente e desde então os vizinhos viviam oferecendo comida e água para o animalzinho. A notícia da carbonização do cachorro comoveu a comunidade regional.

                                        Corrente

Além de cobrar uma punição severa para o matador, apesar de considerar a legislação neste sentido muito branda no país, Squizato também fez questão de solidarizar-se com a vereadora de Poá Jilmara Quirino dos Santos (Avante), líder do movimento por justiça pela morte brutal do cachorro comunitário. Em caso de maus-tratos a animais domésticos, a pena é de dois a cinco anos de reclusão, multa e proibição da guarda, porém, a impunidade impera no Brasil.

Por Pedro Ferreira, em 23/08/2023.