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Ex-ministro diz que a reforma previdenciária só beneficia os ricos

Para o ex-ministro da Previdência Social na gestão do segundo governo Lula, em 2007, Luiz Marinho (1º dir), a atual reforma no sistema previdenciário em curso atende, na realidade, os interesses dos ricos e não os da classe trabalhadora. Ele defendeu a mobilização em massa do povo (greve geral) para evitar o desmonte da seguridade social. O ex-ministro participou de um debate sobre o assunto na Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos, na sexta-feira, à noite dia 17. O encontro foi promovido pelos vereadores Claudio Ramos Moreira (PT) e José Aparecido Nascimento, o Aparecido Marabraz (PT).

Ainda, na visão de Luiz Marinho, as mudanças em andamento na Câmara dos Deputados fazem parte da ação orquestrada que derrubou a presidente, Dilma Rousseff (PT), no ano passado. No encontro, o petista admitiu que a gestão da companheira cometeu erros, por exemplo, nas desonerações na Previdência Social, porém, não praticou nenhum crime de corrupção. O ex-ministro acusou a mídia de golpista. Em contrapartida, ele elogiou o ex-presidente, Lula por ter desenvolvido o Brasil, sobretudo, por criar programas sociais para beneficiar o povo mais pobre.

Já o deputado estadual, Alencar Santana (PT) destacou o fato de a reforma da Previdência Social quer acabar com os direitos adquiridos do trabalhador brasileiro. Para ele, o governo federal usa uma guerra de números para tentar justificar a medida. Por sua vez, o secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) Carlos Alberto Pereira frisou que a União deveria mesmo é apertar a fiscalização contra os maiores devedores da seguridade social. Segundo ele, até 2015, bancos e grandes empresas acumulavam uma dívida de R$374,9 bilhões.

No evento, Claudio Ramos  garantiu que as alterações propostas na Previdência Social afetam a vida de todo o operário brasileiro. Por isso, ele defende um pacto coletivo contra a reforma em curso. Aparecido Marabraz  apontou que a aposentadoria aos 65 anos para homens e mulheres vai virar um verdadeiro privilégio, ou seja, dificilmente, o trabalhador conseguirá usufruir desse direito. Outros militantes petistas e sindicalistas também atacaram o possível fim do sistema previdenciário. Na ocasião, o vereador Claudio Roberto Squizato (PSB) representou o Poder Legislativo.

                                                           Saldo positivo

De acordo com os organizadores, quase 300 pessoas compareceram a Câmara Municipal para acompanhar e, ao mesmo tempo, participarem do debate sobre a reforma da Previdência Social, entre eles, os vereadores Renato Ramos de Souza (PPS), o Renatinho Se Ligue, Hodirlei Martins Pereira (PPS), o Mineiro, Ananias Coelho Neto (PSL), o Neto Cambiri e a ex-vereadora Maria Simplício Nascimento. Claudio Ramos (dir) e Aparecido Marabraz consideraram as discussões positivas e agradecem a presença de todos na reunião. No mês passado, o Legislativo aprovou moção de repúdio a proposta.

Por Pedro Ferreira.