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Apesar da falta de apoio externo, Ferraz investiu R$9,3 milhões na área social em 2020

Apesar de ser uma cidade reconhecidamente carente basta observar que até 2019, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tinha nada menos do que mais de 50 mil moradores sem renda declarada e mais de três mil famílias sobrevivendo com meio salário mínimo, o hoje, o correspondente a R$550,00, a Secretaria Municipal de Assistência Social investiu de receita própria mais de R$9,3 milhões no ano passado. Os dados foram apresentados em audiência pública (foto) para avaliar o segundo semestre nesta sexta-feira, dia 02, na Câmara Municipal, no centro.

No total, a municipalidade aplicou na área de assistência social durante todo o ano de 2020, R$12,3 milhões sendo, portanto, o restante oriundo de repasses dos governos federal e estadual. Aliás, a União enviou pouco mais de R$209 mil, o que representa somente 2%. Já o Palácio dos Bandeirantes destinou quase R$800 mil, ou seja, 6% dos investimentos feitos pelo Poder Executivo.  Por sua vez, para o enfrentamento à pandemia, segundo o secretário, Robson Xisto (foto), o governo federal não mandou nenhum centavo no atual exercício.

            O titular da pasta informou que ainda que nos quatro Centros de Referência de Assistência Social (CRAs), que, são, na realidade, as portas de entrada das pessoas com apresentam o maior índice de vulnerabilidade social na cidade, está cadastradas 38.834  famílias e, deste percentual 566 delas foram inscritos somente no segundo semestre do ano passado. Em linhas gerais, o setor realizou 30,9 mil atendimentos diversos. Por outro lado, nos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, a secretaria beneficiou 700 usuários.

Para o secretário-executivo da pasta e presidente do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), Rodrigo de Freitas Siqueira (foto), dos recursos aplicados do tesouro local, R$5,6 milhões foram de subsídios às 17 entidades sociais conveniadas e mais de R$2 milhões com a folha de servidores da secretaria. Ele acrescentou também que todo o trabalho desenvolvido no setor leva em consideração os aspectos sociais técnicos. Para este ano, a previsão orçamentária da Assistência Social é de R$12,6 milhões.

A audiência pública transmitida pela internet reuniu o presidente da Comissão Permanente de Desenvolvimento e Assistência Social (CPDAS), da Casa, Claudio Ramos Moreira (PT) e os vereadores Ewerton Correa Cardoso (Podemos), o Diretor Everton e Antônio Carlos Alves Correia (Republicanos), o Tonho. O gestor de Parcerias e diretor da Proteção Básica Especial da Secretaria Municipal de Assistência Social, Alberto Dias de Medeiros Filho também participou dos trabalhos. O petista (centro) agradeceu a presença de todos e dos internautas.

Por Pedro Ferreira, em 02/05/2021.