Sindicato dos Bancários pede mais tempo para debater a retirada de porta giratória na cidade

Sindicato dos Bancários pede mais tempo para debater a retirada de porta giratória na cidade

Como tramita na Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos o projeto de lei que torna facultativa a presença de porta giratória no interior de agências bancárias,  assim como, já vem acontecendo com o banco Santander, no centro, o Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região do Alto Tietê quer mais tempo para discutir o assunto. O fim da obrigatoriedade foi debatido durante reunião (foto) na Casa entre vereadores e representantes da categoria, na quarta-feira, dia 27.

Para os sindicalistas, a retirada da porta giratória pelo banco Santander, na cidade, deixou mais vulnerável a segurança e, portanto, pode colocar em risco a integridade física de funcionários e clientes em geral. Ainda, de acordo com os representantes da categoria, a porta giratória representa um instrumento de trabalho dos vigilantes. Na opinião deles, o modelo ideal para o dia a dia desses profissionais é o implantado pelo Itaú, já que o equipamento fica logo na entrada.

Em contrapartida, o banco Santander alega que retirou a porta giratória de 315 agências de um total de 3.067 espalhadas pelo país e, no entanto, ao contrário do que acredita o sindicato dos trabalhadores, a medida reduziu drasticamente o número de assaltos nos últimos anos. Além disso, a mudança aumentou ainda mais o contato com correntista, diminuiu o tempo de permanência dele e, sobretudo, proporcionou uma maior interatividade entre gerentes, funcionários e clientes.

No Alto Tietê, além de Ferraz de Vasconcelos, a porta giratória já foi abolida nas agências do Santander de Poá e Suzano. Por outro lado, para contrapor aos argumentos apresentados pelo pessoal do Santander, a pedido dos vereadores, os sindicalistas também vão encaminhados dados apontando pontos negativos da decisão, ou seja, da retirada do equipamento de segurança mesmo com a vigência de uma lei municipal determinando a presença da porta giratória desde 1993.

O texto de autoria de um grupo de vereadores  chegou inclusive a ser colocado em pauta na sessão ordinária, no último dia 18, porém, um pedido de vista por 15 dias do vereador Flavio Batista de Souza (PTB), o Inha (foto) adiou a votação. Com isso, a matéria acrescentando um parágrafo único ao artigo 1º da lei nº 2.056, de 22 de junho de 1993, isto é, tornando opcional a colocação de porta giratória por bancos na cidade pode voltar ao plenário após o dia 8 de dezembro.

                                                           2020

 Em todo caso, como a ordem do dia das duas próximas sessões ordinárias deve priorizar a votação do orçamento da cidade para 2020, restará apenas à última ordinária deste ano no dia 16 de dezembro para que o projeto de lei que dispõe sobre o fim da obrigatoriedade da porta giratória possa ser colocado em discussão, mas essa decisão ainda será estudada pela Mesa Diretora. Por isso, o mais provável é que a aprovação do texto fique mesmo para o ano que vem.

Por Pedro Ferreira, em 28/11/2019.

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