Squizato ataca governos por falta de doses da vacina antirrábica

Squizato ataca governos por falta de doses da vacina antirrábica

A  falta de vacinas para campanha antirrábica habitualmente realizada a partir de agosto de cada ano na região do Alto Tietê, no restante do estado e do país em geral, está causando preocupação a ativistas da causa animal. Em São Paulo, o número de doses disponibilizadas pelo Ministério da Saúde é insuficiente para atender toda à demanda paulista, ou seja, para permitir a cobertura plena de cães e gatos.

Em razão desse gravíssimo problema de saúde pública que pode representar a ausência de vacinação antirrábica em massa, o vereador ferrazense e militante do segmento, Claudio Roberto Squizato (PSB) fez duras críticas aos governos federal, estadual e municipal na sessão ordinária, na segunda-feira, dia 05. Para ele (foto), é um verdadeiro crime contra os animais e ao povo o que está sendo praticado pela União, já que o Ministério da Saúde é o responsável pela distribuição do medicamento.

Ainda, segundo ele, por questões meramente burocráticas o governo brasileiro distribuiu apenas em torno de sete milhões de doses do produto, sendo 1,5 milhão para São Paulo. Em todo caso, no estado a quantidade enviada será destinada ao bloqueio de foco que ocorre quando um animal é descoberto com a raiva. Já o Ministério da Saúde alega que espera a entrega do laboratório fornecedor, que, por sua vez, informa que descobriu problemas técnicos na produção da vacina.

Com isso, por conta do estoque baixo, o órgão decidiu priorizar as campanhas antirrábica somente em alguns estados nordestinos do Maranhão, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e o Piauí e dos que fazem fronteira com a Bolívia o Matogrosso do Sul, Matogrosso, Rondônia e o Acre. Por outro lado, o governo federal adianta que reprogramou o cronograma de entrega das vacinas do laboratório contratado, assegurando que a nova distribuição das doses está prevista para novembro.

Na opinião de Claudio Squizato, a única alternativa plausível então para enfrentar esse descaso inédito da União será inevitavelmente os proprietários de cachorros e felinos procurarem por atendimento em clínicas veterinárias e somente desta maneira poder imunizar o seu animal de estimação. Em Ferraz, o preço popular da dose pode variar de R$40 a R$50. “Com certeza, nem todo o dono tem dinheiro suficiente para cobrir essa despesa inesperada”, desafia o socialista.

Apesar dessa situação vexatória, Claudio Squizato tem motivos de sobra para comemorar um avanço considerável, sobretudo, nos últimos 12 meses em relação à castração de cães e gatos na cidade. No fundo, graças às campanhas de esterilização da Prefeitura Municipal em parceria com uma clínica particular e de ações voluntárias como, por exemplo, do Grupo de Apoio aos Animais de Rua de Itaquaquecetuba (Gaari)  foram castrados cerca de 1,6 mil animais, no período.

Por Pedro Ferreira, em 06/08/2019.

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