Câmara volta a questionar a suspensão de exames laboratoriais

Câmara volta a questionar a suspensão de exames laboratoriais

Em março deste ano, a Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos aprovou um requerimento e, ao mesmo tempo, o seu autor, vereador Claudio Roberto Squizato (PSB) ameaçou inclusive acionar a justiça para obrigar a Prefeitura da cidade a voltar a fazer a coleta para exames laboratoriais por postos de saúde. Na época, o serviço estava suspenso há mais de um mês. Agora, o problema se repete com o fim do contrato emergencial desde o começo de outubro. Por isso, o socialista (foto) apresentou um novo pedido de informações à municipalidade na sessão ordinária, na segunda-feira, dia 16.

Na reivindicação, Claudio Squizato questiona se o contrato emergencial com o laboratório será prorrogado e quando deverá ser retomada a coleta de exames nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Mais Mulher, no Sítio Paredão. Além disso, ele pede o encaminhamento de toda documentação referente ao certame licitatório realizado que resultou na empresa vencedora para a prestação de serviços laboratoriais na cidade, constando inclusive os e-mails enviados aos interessados, quais participantes, o preço ajustado em contrato e o edital vigente para uma nova licitação ou de renovação.

Segundo ele, devido à importância da realização de exames preventivos, a Casa exige providências imediatas do Poder Executivo para sanar o grave problema que afeta, sobretudo, a população carente na cidade. “Esse descaso com a saúde dos nossos munícipes prejudica até mesmo mulheres gestantes que precisam fazer diagnósticos obrigatórios e não têm dinheiro para arcar com o pré-natal na rede particular, o que é um verdadeiro absurdo”, brada Claudio Squizato. Na realidade, trata-se de um serviço público essencial que requer urgência no seu reinício.

Para reforçar ainda o mais o teor do requerimento, o vereador Renato Ramos de Souza (PPS), o Renatinho Se Ligue (foto) fez um adendo. Na prática, o parlamentar interpela porque não foi aberto um novo processo de licitação, quem é o responsável pela não efetivação do serviço por tempo determinado, porque deixaram finalizar o contrato emergencial, se houve solicitação ao Departamento de Compras e se no novo contrato foi colocado à necessidade de ampliação dos dias de coleta e realização de exames. Agora, a administração local tem 15 dias para responder os questionamentos.

Por Pedro Ferreira, em 17/10/2017.

 

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