You are currently viewing Inha faz apelo para evitar o possível fechamento do Samu

Inha faz apelo para evitar o possível fechamento do Samu

Com o repasse da verba de R$120 mil mensais suspenso há vários meses pela União, a frota de ambulâncias sucateada e com a equipe médica bastante reduzida, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Ferraz de Vasconcelos corre o sério risco de fechar às portas. Por isso, para tentar evitar essa perda irreparável para o município, o presidente da Câmara Municipal, vereador Flavio Batista de Souza (PTB), o Inha (foto) faz um apelo ao prefeito, José Carlos Fernandes Chacon (PRB), o Zé Biruta. Para ele, o Poder Executivo precisa agir de forma efetiva para manter o Samu na cidade. Enfim, fazer gestões políticas junto ao governo federal para resolver o caso.

Instalado no município, em 2008, na gestão do então prefeito, Jorge Abissamra (PSB), o Dr. Jorge, o órgão representa uma conquista incalculável na área de socorro médico imediato e, portanto, na visão de Inha, as autoridades locais têm de buscar todos os meios possíveis para não perder o serviço que salva vidas. O presidente do Poder Legislativo sugere, por exemplo, a ida do próprio prefeito, Zé Biruta ou do secretário municipal Marco Aurélio Alves Feitosa à Brasília para negociar uma solução emergencial para o problema, ou seja, prestar contas e, com isso, restabelecer a volta do repasse da verba de R$120 mil por mês. “Ferraz poderia também compartilhar o atendimento com Poá e dividir custos”, diz Inha.

Além disso, por recomendação do Ministério da Saúde para atender todas as exigências da portaria que instituiu o Samu no País, a municipalidade necessita providenciar pequenas reformas no espaço físico da sede localizada na Vila Romanópolis construir uma sala de descanso apropriada para o médico plantonista, instalar um sistema de comunicação específico, comprar novos uniformes para os profissionais, renovar a frota de ambulâncias e montar uma equipe médica completa. No momento, o corpo de profissionais do Samu está restrito a apenas cinco médicos, já que nove deles saíram porque o contrato de trabalho venceu e não fora renovado.

Em relação à frota de ambulâncias do órgão, hoje, de um total cinco carros somente um encontra-se em funcionamento, o que complica o atendimento de toda a demanda. Por sua vez, em audiência pública, na terça-feira, dia 20, na Câmara Municipal, o secretário de Governo, Haroldo Camargo afirmou que o governo está negociando uma linha de crédito de R$500 mil com o governo paulista para adquirir duas ambulâncias para o Samu e mais três para a Secretaria Municipal da Saúde. O tema principal da reunião foi o caos na segurança pública.

Por Pedro Ferreira, em 22/06/2017.