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Câmara solicita um raio-x da obra inacabada da futura sede

A previsão inicial era que as obras (foto) da futura sede própria da Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos na Rua Deputado Queiroz Teles, na Vila Romanópolis seriam concluídas em maio do ano passado, porém, esse prazo não fora cumprido e o que é muito pior os serviços estão paralisados desde meados de agosto de 2016, segundo consta, por falta de dinheiro. A edificação estimada em R$3,4 milhões era executada pela Arcan Construtora, de Mogi das Cruzes. Em janeiro do corrente, um grupo de vereadores reuniu-se com o secretário de Obras Antônio Carlos dos Santos Ferreira, o Carlinhos para discutir a retomada das obras, mas a investida não surtiu nenhum efeito prático.

Na oportunidade, a comitiva liderada pelo presidente da Casa, Flavio Batista de Souza (PTB), o Inha chegou a pedir prioridade no reinício dos trabalhos, apesar da forte crise financeira porque passa a municipalidade. Na época, Carlinhos prometeu fazer um levantamento da situação para levar até o prefeito, José Carlos Fernandes Chacon (PRB), o Zé Biruta e, na sequência, agendar um novo encontro, contudo, a audiência não prosperou. Mesmo assim, os vereadores continuam esperando por uma posição oficial por parte da administração da cidade. Dentro deste contexto, na segunda-feira, dia 29, o plenário aprovou um requerimento assinado por um grupo de oito parlamentares exigindo por escrito uma resposta sobre o assunto.

No documento, a Casa questiona quais os valores já foram pagos a empresa Arcan Construtora pela construção da nova sede, o percentual construído da obra apresentado até o presente momento, se existe algum contrato de aditamento, um prazo para o resgate e estimativa para a entrega definitiva do prédio. Além disso, o Poder Legislativo cobra o envio de toda a documentação pertinente desde o edital de abertura da licitação até a última medição feita, de notas fiscais, da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), do memorial descritivo, da planilha físico-financeira contendo gráficos da evolução da obra e de relatório pormenorizado de fatos e ocorrências existentes durante todo o andamento dos serviços até então.

Na atualidade, a Câmara Municipal funciona desde julho de 2012 em um prédio alugado por R$15 mil mensais na Avenida D. Pedro II, 234, no centro, porém, o local não oferece condições adequadas de trabalho e, principalmente, não é dotado do mínimo de acessibilidade. Para Inha (foto), a suspensão da obra da futura sede própria causa ainda mais prejuízo econômico aos cofres da Prefeitura Municipal. Por isso, a Casa quer uma definição do Poder Executivo sobre o tema. Responsável por iniciar a luta pela construção do edifício quando presidia a instituição, em 2013, o vereador Luiz Fabio Alves da Silva (PMDB), o Fabinho também lamentou o abandono da obra.

Por Pedro Ferreira, em 01/06/2017.