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Câmara Municpal trabalha para tentar esvaziar o expediente

Como consequência da nova relação política mantida em geral com o Poder Executivo apenas de maneira institucional, ou seja, por meio de documentos oficiais, a Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos tem votado desde a retomada das sessões ordinárias em fevereiro somente requerimentos. Mesmo assim, a Mesa Diretora da Casa liderada pelo vereador, Flavio Batista de Souza (PTB), o Inha (foto) não conseguiu ainda limpar todo o material do expediente. Até o momento, foram aprovados 25 pedidos.

Em contrapartida, continua na fila de espera para ser deliberado pelo plenário do Poder Legislativo até a última quinta-feira, dia 9, nada menos do que 48 requerimentos. Os recordistas de diligências são os vereadores Renato Ramos de Souza (PPS), o Renatinho Se Ligue, Claudio Roberto Squizato (PSB), José Aparecido Nascimento (PT), o Aparecido Marabraz e Hodirlei Martins Pereira (PPS), o Mineiro. Em média, a cada sessão ordinária a Câmara Municipal apreciou cinco requerimentos.

Com isso, fica fácil deduzir que caso permaneça nesse ritmo de votação e com os parlamentares regimentalmente cumprindo o seu papel de fiscalização apresentando mais questionamentos a Prefeitura da cidade a cada dia que passa vai demorar um pouco para esvaziar todos os documentos protocolados no expediente das 18h às 20h, às segundas-feiras. Neste caso, como não sobra tempo para debater outros assuntos, a Casa corre o risco de cansar o público e o próprio plenário.

Por conta dessa característica na cadência dos trabalhos até segunda-feira, dia 6, por exemplo, a Câmara Municipal não tinha lido sequer uma indicação elaborada na atual legislatura. Porém, graças a um requerimento verbal do vereador Luiz Fabio Alves da Silva (PMDB), o Fabinho, o plenário tomou ciência do pacote contendo 217 sugestões, conforme o Regimento Interno (RI), para agora ser enviado para o Palácio da Uva Itália. A alegação é que boa parte das recomendações não teria mais sentido. Além disso, a Casa aprovou dois projetos de lei e duas moções, sendo uma de repúdio.

Por Pedro Ferreira.