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Câmara Municipal aprova moção contra a volta da CPMF

Vereador Tonho (tribuna) discursando contra a CPMFPor unanimidade, a Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos aprovou uma moção de protesto contra a possível recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) com alíquota de 0,2% já proposta pelo governo brasileiro. A votação do texto contra a recriação do imposto extinto, em 2007, de autoria do vereador (tribuna) Antonio Carlos Alves Correia (PSD), o Tonho, ocorreu na sessão ordinária na segunda-feira, dia 21. Para ele, o povo brasileiro não aguenta mais pagar tanta carga tributária.

Na prática, a união já arrecada uma verdadeira fortuna, todavia, os serviços públicos prestados ao cidadão em geral não oferece a mínima qualidade. Por isso, quando precisa o munícipe é obrigado a recorrer ao setor privado. “A nação brasileira não aceita essa pretensão do governo federal”, diz Tonho. Com a CPMF, o Palácio do Planalto calcula arrecadar R$32 bilhões por ano. O vereador e empresário, Aurélio Costa de Oliveira (PPS), o Aurélio Alegrete parabenizou a atitude do colega e disse que o custo Brasil está atrapalhando o crescimento do País.

Até mesmo o petista Claudio Ramos Moreira votou favorável ao documento contra o retorno da CPMF em tramitação no Congresso Nacional, mas, alertou que a melhor saída seria o governo brasileiro taxar as grandes fortunas e, com isso, obrigar a classe rica a bancar a conta. Além disso, ele afirmou que a presidenta, Dilma Rousseff (PT) não pode continuar sendo refém de deputados em sua maioria do PMDB e de senadores. No fundo, o pensamento dele reflete um pouco o descontentamento de petistas contra o plano de ajuste fiscal proposto pela equipe econômica.

Agora, cópia da moção de protesto será encaminhada a própria presidenta, Dilma, ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) e ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Além disso, o Legislativo ferrazense pretende mandar ainda réplica do documento a todas as demais Câmaras Municipais no Estado de São Paulo. De um modo geral, além da moção de protesto do vereador Tonho vários organismos de classe existentes no Brasil já se mobilizam para pressionar o Congresso Nacional a votar contra a recriação da CPMF.

 Por Pedro Ferreira.