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Legado do Dr. Alfredo é destaque na Folha de S. Paulo

A história familiar, o exercício apaixonado da profissão de cirugião-dentista por mais de 40 anos e a trajetória de homem público ilibado que representou o ex-vereador e ex-vice-prefeito de Ferraz de Vasconcelos (foto) Ex-vereador Dr. Alfredo RegnerAlfredo Walter Regner, o Dr. Alfredo foram destaques na matéria da Folha de S. Paulo nesta terça-feira, dia 03, com o título: “O dentista e as uvas de Ferraz”, publicado na página Cotidiano C4, do repórter Fabrício Lobel. O Dr. Alfredo Regner faleceu, aos 75 anos, vítima de enfisemar pulmonar, no último dia 26 de maio, na Santa Casa de Misericórdia, de Suzano. Além disso, a morte dele também foi, amplamente, divulgada pela mídia local e regional.

No texto, o repórter da Folha de S. Paulo ao entrevistar membros da família do Dr. Alfredo Regner descobre detalhes de sua infância na região central da capital paulista, no entanto, o jovem depois muda-se com os pais seu Alfredo e dona Gertrudes para o distante bairro da Parada XV de Novembro, no extremo-leste. Esforçado, cursou odontologia na USP formando-se na turma de 1964. Recém-graduado, no ano seguinte, decide montar o seu primeiro consultório dentário no ainda mais periférico Ferraz de Vasconcelos. À época, uma cidadezinha típica do interior. O Dr. Alfredo atuava como um desbravador e, ao mesmo tempo, um empreendedor algo tão em voga na atualidade.

 Na outrora acanhada e bucólica, porém, acolhedora Ferraz de Vasconcelos o Dr. Alfredo foi ganhando a sua clientela, o que também não demorou muito para ingressar na política. Antes, contudo, já era um dos organizadores da tradicional Festa da Uva Fina, evento este que chegou a atrair à atenção do então governador do Estado de São Paulo, Ademar de Barros. Afinal, em meados dos anos 60, o governante paulista fez questão de prestigiar uma das edições da Festa da Uva Fina. A partir do seu envolvimento na vida social da pequena cidade, entrar na carreira pública foi um pulo. Em 1973, elege-se vice-prefeito de Makoto Iguchi, permanecendo até 1977.

Em 1983, volta a ser, de novo, o segundo homem mais importante na administração local e sempre ao lado do seu parceiro inseparável, o Makoto Iguchi. Em 1993, elege-se vereador sendo reeleito, em 1996. No ano seguinte, cria o projeto “Vereador por Um Dia” possibilitando a alunos da rede pública e privada viver a pele de um legislador. Em 1994, ajudou a publicar o único livro até hoje sobre a história do município. De 2001 a 2004, torna-se o primeiro secretário municipal da Habitação na gestão do então prefeito, José Carlos Fernandes Chacon, o Zé Biruta.

Agregador, o Dr. Alfredo uniu a sua carreira de dentista, a da política visando sempre o bem-estar da população ferrazense e a sua maior razão de ser, a família fruto da convivência harmoniosa até a morte com a esposa Maria do Carmo, a Carminha, os filhos Regina Célia, Marcus Vinícius e Tania Maria e os netos Beatriz, Alfredo Neto e Henrique. Aliás, segundo relatos de pessoas próximas, os três netos significavam as suas joias, ou seja, motivo de puro deleite. Deixou ainda uma legião de amigos e de admiradores.

                                               Homenagem

            Na verdade, o texto-pauta objetivando fazer uma pequena, mas, merecida homenagem à bonita história pessoal, profissional e política do Dr. Alfredo, partiu da Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal. A ideia surgiu no dia do seu sepultamento, (27), no Cemitério Parque das Palmeiras, no Jardim Nossa Senhora do Caminho, próximo à divisa com o bairro do Itaim Paulista, na Zona Leste da Capital.

Por ironia, como palmeirense teve como a sua última morada um lugar alusivo ao seu time de coração. “Tive o privilégio de conviver com o Dr. Alfredo desde o início da primeira metade da década de 90, quando assumi o cargo de assessor de Imprensa do Poder Legislativo. O Dr. Alfredo era um ser humano notável”, diz o jornalista Pedro Ferreira.

Por Pedro Ferreira.