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Comissão do Samu será prorrogada por mais 90 dias

Membros da CEI do Samu reunidos em 28 de novembro de 2013A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos (foto) criada em março deste ano para apurar supostas irregularidades na marcação do relógio eletrônico do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) será prorrogada por mais 90 dias. O requerimento de autoria do seu presidente, vereador Roberto Antunes de Souza (PMDB) deverá ser votado em única discussão na próxima sessão ordinária, na segunda-feira, dia 02, a partir das 18h. O prazo atual termina em 04 de dezembro.

Na manhã desta quinta-feira, dia 28, a comissão ouviu, novamente, o depoimento da ex-enfermeira intervencionista do órgão, Paula Alessandra Soares de Britto. A ex-funcionária do Samu foi convocada para explicar o motivo do saque de R$5 mil, em 15 de junho do ano passado do ex-coordenador e principal acusado da possível fraude, Jorge Luiz Cury. Segundo ela, de fato, fez a retirada por determinação do médico. A verba (adiantamento), de acordo com a depoente, era usada para o pagamento da manutenção das viaturas (ambulâncias).

Aliás, Paula Soares acrescentou que chegou a fazer o mesmo tipo de procedimento por mais uma vez sempre a pedido do ex-coordenador. Para ela, tratava-se de uma atitude rotineira também por parte de mais dois servidores do Samu e do próprio Jorge Cury. O adiantamento mensal proveniente do setor de Contabilidade da administração era gerido por Jorge Cury. Ela revelou que o médico fora obrigado pelo governo municipal a abrir uma conta-corrente para movimentar o dinheiro para o conserto de viaturas, porém, ele não aceitou por não querer arcar com os custos de manutenção da conta.

Por isso, ficou acertado que grana seria depositada em sua conta pessoal ou por intermédio da emissão de cheque administrativo que era sacado na boca do caixa como aconteceu com a ex-enfermeira. Depois, o Samu prestava conta por meio de notas todos os meses ao setor de Contabilidade. Em princípio, Paula Soares admitiu a comissão que não via nenhum tipo de ilegalidade na operação, tendo em vista, que a verba destinava-se a quitação da conservação das ambulâncias. A ex-servidora afirmou que deixou a Prefeitura Municipal, em setembro passado, quando acabou o seu contrato de trabalho.

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Em razão do depoimento de Paula Soares, a CEI do Samu pretende chamar os dois funcionários do órgão citados na oitiva e uma funcionária do setor de Contabilidade, contudo, as datas das convocações ainda serão debatidas pelos membros da comissão. Além disso, como o Samu é desenvolvido em parceria com o governo federal, a comissão não descarta a possibilidade de acionar o Ministério Público Federal (MPF) para verificar se houve alguma malversação do dinheiro público nos referidos adiantamentos mensais.

Por Pedro Ferreira.