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Grupo protesta contra a tarifa de ônibus. Câmara Municipal o recebe com diálogo

Presidente Fabinho (centro) ouve comissão de manifestantes contra tarifa de ônibusUm grupo de 20 jovens fez um protesto pacífico contra o recente aumento de R$2,80 para R$3,20 no valor da tarifa de ônibus, em Ferraz de Vasconcelos. O ato ocorreu na segunda-feira, dia 17, na Câmara Municipal, no centro. Na ocasião, o presidente da Casa (foto-centro) Luiz Fábio Alves da Silva (PSDB), o Fabinho, suspendeu por cerca de 20 minutos a sessão ordinária e pediu aos manifestantes para que formassem uma comissão.

Rapidamente, os líderes do movimento Tiago Cavalcante, Beatriz Levy, Rodrigo Pimentel, Mateus Schneider e Luiz Henrique expuseram aos vereadores o que se pretende com a manifestação articulada nos últimos dias pelas redes sociais. Na prática, eles querem a redução da passagem para R$3,00 e, ao mesmo tempo, ter acesso à planilha de custos da empresa Radial. Além disso, os manifestantes pleiteiam a garantia que a concessionária vai, de fato, colocar mais 15 ônibus novos em circulação.

Por sua vez, Fabinho disse que o Legislativo por ser um lugar democrático respeita o protesto e, com isso, levará a reivindicação dos ativistas ao prefeito, Acir dos Santos (PSDB), o Acir Filló, durante reunião nesta quinta-feira, dia 20, às 14h. De acordo com o presidente, a maioria dos vereadores deve participar da audiência na Prefeitura Municipal, na Vila Romanópolis. “Somos defensores da democracia e não seremos obstáculos à luta desses munícipes”, disse Fabinho. Para ele, o ato é um reflexo do que está acontecendo, no País. “O Acorda Brasil é um sinal de alerta a todas as autoridades constituídas”, garante.

Ele acrescentou ainda que o resultado da reunião com o prefeito municipal será comunicado, oficialmente, aos manifestantes na próxima segunda-feira, dia 24, a partir das 18h. Em todo caso, o presidente já antecipou que Filló está aberto ao diálogo e, portanto, ele acredita que o movimento desencadeado nas redes sociais continuará sendo feito de maneira ordeira. “Somos a Casa do Povo e não podemos agir de outra forma, ou seja, estamos intermediando essa reivindicação dos munícipes”, conclui Fabinho. Como alternativa, ele reforça a criação do bilhete único pela Prefeitura Municipal.