Renatinho solicita estudo de obras paradas na cidade

Depois de vistoriar diversas obras paradas, no último final de semana, o vereador Renato Ramos de Souza (PPS), o Renatinho Se Ligue (foto) decidiu apresentar um requerimento pedindo informações a Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos sobre o número de construções interrompidas, na cidade. O documento dele foi aprovado, por unanimidade, na sessão ordinária, na segunda-feira, dia 9. Com isso, o Poder Executivo tem 15 dias para encaminhar os dados solicitados.

Segundo ele, a quantidade de obras paradas no município impressiona e, neste caso, compete à municipalidade fornecer um verdadeiro diagnóstico dessa situação vexatória que representa, na prática, o desperdício de dinheiro público oriundo dos governos federal e estadual e do próprio erário local. “Na verdade, trata-se de muita verba pública jogada fora e, portanto, a atual administração precisa dar uma resposta à sociedade e, ao mesmo tempo, responsabilizar os eventuais culpados”, diz Renatinho.

Constam da lista de construções abandonadas, por exemplo, creches, na Vila das Nações e no Jardim Luiz Mauro, na região da Vila Santa Margarida, um posto de saúde, no Jardim TV, a sede própria do Legislativo, na Vila Romanópolis e o Pronto Atendimento Infantil (PAI), na Avenida Brasil, no centro. Além disso, simboliza o dinheiro do cidadão despejado na lata do lixo 188 casas populares, na Vila São Paulo, e, sobretudo, o Centro de Convenções Haja Abissamra, no centro, um autêntico elefante branco (foto). As obras foram herdadas de gestões anteriores.

Para Renatinho, a malversação de dinheiro público é crime e a população cobra diariamente soluções para as construções relegadas no município. “De fato, o maior prejudicado é a comunidade que deveria ter a sua disposição aparelhos públicos prometidos e na maioria das vezes já pagos com verbas municipais ou fruto de parcerias com outros governos”, dispara. Por isso, o vereador quer um levantamento completo desse quadro vergonhoso.

No requerimento, Renatinho solicita o número de obras paradas, quantas delas receberam recursos estaduais e federais, quais delas são bancadas com dinheiro próprio e qual o valor estimado e o efetivamente já aplicado em cada construção. No documento, o parlamentar questiona ainda as providências adotadas pela atual administração, no tocante, aos serviços suspensos e se existe alguma previsão para a conclusão das obras inacabadas.

Por Pedro Ferreira, em 11/10/2017.

 

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